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Na última terça-feira (31), o jornal A Tribuna, destacou, em uma página, a situação vivida por moradores do Sá Catarina de Moraes, com a paralisação da obra de creche na Rua Travessa do Parque. Conhecida por todos, como "creche cocheira" por suas ruínas abrigarem cavalos, a obra teve ínicio há dois anos. Sem o término, a estrutura construída está se deteriorando e servindo de esconderijo para usuários de drogas, depósito de lixo e descanso para cavalos.
A matéria destacou o requerimento de informações do vereador Jura, cuja resposta da Prefeitura serviu de manchete para a reportagem: "São Vicente joga R$ 97 mil no lixo". A situação do local foi destacada, também, nesse Blog no mês de março.
Após a publicação da matéria, máquinas da Prefeitura foram encaminhadas ao local para a retirada do lixo.
Uma luz no fim do túnel
Edição do jornal A Tribuna de 1º de junho de 2011
O que parecia impossível está prestes a acontecer. Ao que tudo indica, o Governo Federal e a Prefeitura de São Vicente estão dando os primeiros passos no sentido de concluir as obras da creche da Sá Catarina de Moraes, que estão abandonadas há cerca de três anos.
Ontem pela manhã, o coordenador da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Santos, Sérgio Martins de Assis, informou que está providenciando, junto à Superintendência Estadual do Patrimônio da União ,a autorização para que a Prefeitura possa dar andamento à obra da unidade, localizada à Rua Travessa do Parque, s/nº, próximo à Escola Estadual José Nigro. A liberação deve ser oficializada entre hoje e amanhã.
A informação da SPU ocorreu justamente no dia em que ATribuna publicou uma reportagem relatando as condições da obra abandonada, onde há mato, lixo, cavalos e usuários dedrogas. Na ocasião, moradores criticaram acidamente a paralisação da construção da creche, que deveria acolher cerca de 400 crianças daquela comunidade, que tem população estimada em 5 mil habitantes. Até março de 2010, a Administração Municipal já havia gasto R$ 97.519,21, mas teve que paralisar a obra por dois motivos: falta de recursos próprios e a ausência de autorização para seguir com os serviços, uma vez que o terreno pertence ao Governo Federal.
A área é objeto de processo de cessão definitiva que tramita no Patrimônio da União. Enquanto aguarda essa liberação, a Prefeitura prometeu na semana passada que iria isolar o acesso ao local e que iria enviar uma equipe da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) para fazer a limpeza do local a partir das 13h30 de ontem. No entanto, até às 15 horas, nenhuma das duas promessas havia sido cumprida.

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